BEM-VINDOS À FESTA DO NOSSO PADROEIRO!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Paróquia realiza celebração pela beatificação do Papa João Paulo II, pela Paz mundial e Páscoa das Pastorais e Movimentos

É com muita alegria que a Paróquia de São João Batista, em São João do Sabugi/RN, vem convidar todos seus paroquianos à participar no próximo dia 1º de maio às 19 horas e 30 min. dos festejos alusivos ao Beato João Paulo II, a Paz no mundo, como também a Páscoa de todas as Pastorais e Movimentos.

Programação:

• Ás 19horas e 30 min. – caminhada pelas principais ruas de nossa cidade, conduzindo a foto de João Paulo II e a imagem de Nossa Senhora de Fátima;
• Chegando a Igreja Matriz missa, novena Mariana e entronização da foto do beato João Paulo II.
Vamos todos festejar esse momento ímpar de nossa Igreja. Bem Aventurado João Paulo II.

“E nós, felizes e sinceros, na verdade da nossa fé, faremos ecoar por todo o mundo: Bem Aventurado João Paulo II.”

Rogai por nós.

Amém! Aleluia!

Colaboradora - Cleane Medeiros

segunda-feira, 25 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA

Aproveitamos o momento para desejar uma FELIZ PÁSCOA A TODOS OS SABUGIENSES PRESENTES E AUSENTES. COMO TAMBÉM A TODOS OS VISITANTES!


Colaboradora - Cleane Medeiros

domingo, 24 de abril de 2011

VIGÍLIA PASCAL

Pe. Janilson, parabéns pelo empenho a frente de nossa Paróquia. Que o Espírito Santo ilumine sua caminhada sacerdotal...


Colaboradora - Cleane Medeiros

quarta-feira, 20 de abril de 2011

PARÓQUIA DE SÃO JOÃO BATISTA EM São João do Sabugi, realiza Via-Sacra pelas ruas da cidade

COORDENADORA DO SETOR JUVENTUDE DO ZONAL IV FAZ REPASSE DA PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES PARA O ANO 2011



DIOCESE DE CAICÓ
PARÓQUIA DE SÃO JOÃO BATISTA
São João do Sabugi/RN

SETOR JUVENTUDE – ZONAL IV


1. ROTEIRO DE ATIVIDADES PARA O ANO 2011


1.1. Atividades Permanentes do Setor Nacional
Em consonância com a Campanha da Fraternidade que tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e como lema “A criação que geme em dores de parto!” (Rm 8, 22) as Atividades Permanentes de 2011 das Pastorais da Juventude do Brasil propõem a valorização da relação com o mundo, de forma mais fraterna, justa e sustentável, compreendendo o ser humano como parte da criação e não proprietário dela. A partir da Palavra, desejamos aprofundar-nos no debate para encontrar caminhos de superação do modelo de desenvolvimento que massacra os povos em favor de poucos. Queremos reafirmar o pertencimento à América Latina, rumo a um projeto de integração sem fronteiras, sem exclusão, sem exploração, de resistência e reconstrução da história, onde o povo a protagoniza. Para tanto, são os temas e lemas desse ano:

1.1.1. Semana da Cidadania (SdC)
• 14 a 21 de Abril de 2011
• Eixo Temático: Juventude e Terra: Camponesas(os) e ribeirinhas(os)
• Tema: Juventude, terra viva!
• Lema: Da mãe terra: esperança e resistência.
• Iluminação Bíblica: Parábola do semeador (Mt 13, 3-9)
• Previsão de divulgação do subsídio: Março de 2011

1.1.2. Semana do Estudante (SdE)
• 08 a 14 de Agosto de 2011
• Eixo Temático: Juventude negras(os) e indígenas
• Tema: Juventude negra e indígena: comunidades de resistência
• Lema: Dos tambores e cirandas à luta pela vida.
• Iluminação Bíblica: Multiplicação dos pães (Mc 6, 39-44)
• Previsão de divulgação do subsídio: Junho de 2011

1.1.3. Dia Nacional da Juventude (DNJ)
• 30 de Outubro de 2011
• Eixo Temático: Juventude e a questão Feminina – relação interpessoal
• Tema: Juventude e Protagonismo Feminino
• Lema: Jovens mulheres tecendo relações de vida.
• Iluminação Bíblica: Mulher samaritana (Jo 4, 1-42)
• Previsão de divulgação do subsídio: Agosto de 2011
• O caminho percorrido pelas Pastorais da Juventude do Brasil através das Atividades Permanentes faz vivo um modelo novo de ação. Em 2009 convocamos a juventude para marchar contra a violência. Aprofundamos, em 2010, a reflexão sobre as raízes da violência – o mundo do trabalho, a negação da cultura dos nossos povos e o esquecimento da história. Numa próxima etapa da vida das PJs, desejamos escolher juntos os caminhos alternativos, que resgatem as origens da resistência popular, contrapondo o modelo de sociedade imposto pelo capitalismo, gerando esperança.
• Para esse ano, 2011, reafirmamos o pertencimento à América Latina, à busca pela vida plena das juventudes, respeitando seus locais de vida, suas culturas e suas categorias de pertencimento. Vamos juntos nesse período refletir sobre a vida dos (as) camponeses(as), ribeirinhos(as), negros(as), indígenas e mulheres. Com ternura e resistência!

1.2. Atividades Diocesana
Motivados pela graça do ano da Jornada Mundial da Juventude nos dirigimos a vocês cheios de entusiasmo e esperança para tratar da caminhada do Setor Diocesano de Juventude no ano de 2011.
Informamos que, quanto à JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, dois jovens participarão como delegados da Diocese de Caicó. Serão eles: BERENICE COSTA DO NASCIMENTO, da Paróquia Nossa Senhora do Ó em Serra Negra e PEDRO ATHUAN DE MEDEIROS ALBINO, da Paróquia São Francisco de Assis em Lagoa Nova.
Aproveitamos a oportunidade para levarmos ao conhecimento de todos as atividades que o Setor Diocesano de Juventude realizará neste ano, pedindo que, desde já, as datas sejam agendadas, favorecendo a boa participação da juventude.



1.2.1. Jornada Diocesana da Juventude em 12 de junho, na Festa de Pentecostes-. Esta é uma orientação vinda da CNBB e que será realizada no dia de Pentecostes por paróquia. Informamos que o material de orientação e preparação para esta jornada já foi pedido à CNBB e em breve entregaremos.

1.2.2. Lectionautas Diocesano de 13 a 15 de maio este encontro acontecerá no Centro Pastoral Dom Wagner, começando na sexta-feira às 18h. Enviaremos ficha de inscrição, informações e orientações no início de abril.Ministrarão o encontro os seminaristas Állysson Bruno e Augusto Medeiros, e ainda Katyúscia Dantas da paróquia Nossa Senhora da Guia de Acari. Os mesmos participaram do Lectionautas à nível de Nordeste II e repassarão à nível diocesano. Devido outros compromissos assumidos pelos mesmos, eles se reunirão na primeira semana de abril e manteremos contato com todos logo em seguida.

1.2.3. CDL: curso de dinâmica para líderes de 05-07 de agosto - enviaremos informações e orientações em breve.
Ainda para este ano de 2011 temos o propósito de realizarmos visitas e acompanhamentos aos grupos jovens, por zonal e por paróquia. Nesta intenção, pedimos a oração de todos para que o Espírito Santo nos capacite, nos ilumine e nos conduza.

1.3. Atividades a nível de Zonal IV
Renovados por graças derramadas pelo Espírito Santo em nosso Zonal, traçamos algumas metas para o ano de 2011 a nível de Zonal.

1.3.1. Festejar a Beatificação do nosso saudoso e memorável Papa João Paulo II no dia 1º de maio que dar-se-á ao inesquecível dia que chamamos o mês de Maria. Palavras de João Paulo II a juventude “Os jovens estão chamados a serem os protagonistas dos novos tempos. Tenho plena confiança neles e estou certo de que têm a vontade de não defraudar nem a Deus, nem à Igreja, nem à sociedade da que provêm”. Assim, cada Paróquia do Zonal irá receber subsídios para organizar a celebração deste dia.

1.3.2. III Acampamento Jovem em Serra Negra do Norte a nível de Zonal IV - de 23 à 24 de julho.

1.3.3. XI Embalo Jovem em São João do Sabugi a nível de Zonal IV - dia 16 de outubro
– momento de reflexão, partilha, espiritualidade e animação.
Certos de contarmos com a participação de todos, agradecemos, pedindo ao Senhor Deus que derrame sobre nós toda Paz e muito luz para que possamos realizar e participar de todas as atividades acima citadas.

Cordialmente,

Cleane Medeiros de Araújo
Coordenadora do Zonal IV

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A quaresma na atualidade

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Teresina - PI

O modo como a maioria das pessoas vive a Quaresma, hoje, é bastante diverso daquele que se observava há um século. O contexto sócio-cultural de hoje é muito diferente daquele vivido há um século ou há algumas décadas. A vivência da Quaresma tem sofrido transformações decorrentes das próprias mudanças sócio-culturais ocorridas em nosso meio, que incluem alterações na percepção e vivência da religião, repercutindo na compreensão e nas práticas quaresmais. A própria Igreja promoveu alterações significativas na maneira como se celebra e se vive a Quaresma, especialmente, em relação às práticas penitenciais. A reforma litúrgica revalorizou o Tríduo Pascal, retomando o sentido de recolhimento do sábado, véspera da Páscoa, denominando-o “sábado santo” e não mais “sábado de aleluia”, como muita gente se habituou a chamá-lo, e propondo enfaticamente a celebração solene da Vigília Pascal, na noite do sábado para o domingo da Páscoa. Os dias e as formas de penitência quaresmais também sofreram mudanças. Atualmente, são apenas dois os dias obrigatórios de jejum quaresmal, a quarta feira de Cinzas e a sexta feira santa, permanecendo o caráter penitencial das sextas feiras da Quaresma, com a abstinência de carne. Isso não significa perda ou enfraquecimento do sentido quaresmal. Ao contrário, busca-se, sempre mais, a fidelidade às raízes bíblicas da espiritualidade quaresmal, destacando-se a prática da caridade e da misericórdia, o perdão e a reconciliação, o amor fraterno e solidário, que tornam ainda mais necessárias a oração e a penitência quaresmal, dando-lhes profundo sentido. A prática do amor fraterno, que inclui a convivência entre as diferentes pessoas e o perdão, exige muitas vezes renúncias, pressupõe sacrifícios, que constituem a penitência que mais agrada a Deus e cujos frutos perduram na vida após a Quaresma. No Brasil, desde 1964, a Igreja desenvolve, a cada no, a Campanha da Fraternidade centrada num tema específico, não para substituir a Quaresma, mas como uma forma de vivê-la mais intensamente, através de gestos concretos de amor fraterno, de solidariedade e partilha. Em meio às mudanças culturais e religiosas, permanece o sentido maior da Quaresma, enquanto tempo de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus por meio da oração, da penitência e da caridade. Não é justo afirmar que ninguém mais vive o tempo da Quaresma. Há muita gente que vive de modo consciente e zeloso o tempo quaresmal, principalmente, em função da formação religiosa recebida em casa, na escola ou na comunidade. Além disso, no cenário cultural e religioso brasileiro perduram tradições da piedade popular ligadas à Quaresma, ricas de beleza e significado, que merecem ser devidamente valorizadas, preservadas e vivenciadas. Ignorar ou menosprezar tais expressões religiosas significa desconhecer e desvalorizar a própria identidade de nosso povo. Contudo, as tradições populares da Semana Santa não podem ser reduzidas à manifestação folclórica ou a espetáculo a ser assistido, por mais belo que possa ser. É certo que elas compõem, de modo essencial, a identidade cultural de nossa gente, devendo ser preservadas como tal, mas as manifestações da piedade popular ou as celebrações litúrgicas da Semana Santa se apresentam como ocasião especial para a experiência de Deus, para o crescimento e o fortalecimento da fé pela oração, para a reflexão sobre o sentido da vida, do sofrimento humano e da morte, através da contemplação da paixão e morte de Jesus Cristo na cruz e da celebração da sua vitória pascal. Importa refazer a experiência de seguir os passos de Jesus rumo ao Calvário para chegar com ele à vitória sobre a desesperança, o pecado e a morte, celebrada solenemente em comunidade na Páscoa. Embora haja práticas da piedade popular de índole mais pessoal, a maioria das manifestações e as próprias celebrações litúrgicas realizadas pela Igreja são de caráter comunitário, favorecendo a proximidade entre as pessoas e a vivência do amor fraterno, que estão no coração do Evangelho. Gente, muita gente, caminhando juntos, rezando, celebrando e festejando juntos. Que esta Quaresma e a Páscoa que se aproxima sejam oportunidades para se reavivar a experiência da fé e do encontro com Deus, para reconciliar e unir as pessoas, na liturgia e na vida.


(artigo publicado no jornal Meio Norte, de Teresina, 02/04/2011)


Colaboradora - Cleane Medeiros

Divulgado o programa de beatificação do papa João Paulo II


Foi divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé o programa de três dias da beatificação do papa João Paulo II, que será realizado no dia 1º de maio. O vigário do papa para a diocese de Roma, cardeal Agostino Vallini, detalhou o programa dos três dias de celebração que tem início no dia 30 de abril com uma Vigília de Oração no Circo Massimo. A celebração foi dividida em duas partes, sendo que a primeira é dedicada à recordação das palavras e dos gestos de João Paulo II. Em seguida haverá uma procissão solene que entronizará a imagem de Maria acompanhada por representantes de todas as paróquias e capelanias diocesanas.De acordo com o comunicado da Sala de Imprensa, durante o ato alguns colaboradores de Karol Wojtyla, como o cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi seu secretário particular, e Joaquín Navarro-Valls, ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, farão um breve discurso. Também participará a irmã Marie Simon-Pierre, cuja milagrosa cura abriu o caminho para a beatificação. Ao final desta primeira parte se cantará o hino "Totus tuus", composto para o 50º aniversário da ordenação sacerdotal de João Paulo II. A segunda parte do evento se centralizará na celebração dos Mistérios Luminosos do Santo Rosário introduzidos por João Paulo II. Depois do canto “Abram as portas a Cristo”, do novo bem-aventurado, o cardeal Vigário Agostino Vallini fará uma síntese da personalidade espiritual e pastoral do papa. Após esta intervenção, os participantes em conexão direta via satélite com cinco santuários marianos em todo o mundo, rezarão o terço. Cada um dos Mistérios estará ligado a uma intenção de João Paulo II meditados nas vigílias simultâneas que serão celebradas em vários santuários ao redor do mundo. No santuário de Lagniewniki, em Cracóvia (Polônia), a intenção será a juventude; no santuário Kawekamo-Bugando (Tanzânia), a família; no santuário de Nossa Senhora do Líbano - Harissa (Líbano), a evangelização; na basílica de Santa Maria de Guadalupe, Cidade do México, a esperança e a paz das nações e no Santuário de Fátima, a Igreja. Na conclusão, Bento XVI, em conexão via satélite do Vaticano, rezará a oração final e concederá a bênção apostólica a todos os participantes. No dia 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia, o Papa Bento XVI presidirá a Santa Missa de Beatificação de João Paulo II, que será precedida por uma hora de preparação na qual se rezará o Terço da Divina Misericórdia, devoção introduzida por Santa Faustina Kowalska, e muito apreciada pelo então papa João Paulo II e terminará com uma invocação à misericórdia no mundo, com o canto “Jezu ufamTobie”, que quer dizer “Jesus confio em vós”. A missa será na Praça São Pedro às 10h (horário de Roma). Seguirá a Santa Missa com os textos do domingo da Oitava de Páscoa. Depois da fórmula de beatificação, quando for descoberta a imagem do saudoso pontífice, será cantado em latim o Hino do Bem-aventurado. Na segunda-feira, 2 de maio, o Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, presidirá às 10h a Missa de Ação de Graças pela Beatificação na Praça São Pedro. Esta Eucaristia será a primeira celebrada em honra do novo bem-aventurado. Os textos serão os da Missa do Beato João Paulo II. A celebração será animada pelo Coro da diocese de Roma, com a participação do Coro de Varsóvia e da Orquestra Sinfônica de Wadowice (Polônia). O Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sede, explicou que na sexta-feira, 29 de abril, pela tarde, se transladará o caixão do beato Papa Inocêncio XI - que se encontra na Capela São Sebastião da basílica vaticano -, ao altar da Transfiguração, para deixar seu lugar ao corpo de João Paulo II. Na mesma manhã, o caixão do Pontífice - que não será aberto - será transladado para diante do túmulo de São Pedro, nas grutas vaticanas. Na manhã do 1º de maio, será levado diante do altar da Confissão da basílica. Terminada a cerimônia de beatificação, o papa Bento XVI e os cardeais concelebrantes se dirigirão ao altar da Confissão da basílica e rezarão uns instantes diante do corpo do novo bem-aventurado. Na parte da tarde do mesmo dia, as pessoas que o desejarem poderão venerar os restos de João Paulo II.



Texto: cnbb


Colaboradora - Cleane Medeiros

segunda-feira, 21 de março de 2011

COMO SURGIU A CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Em seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Cáritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal-RN explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.

Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: "Campanha da Fraternidade - Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma". Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.

Em 1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.

De 1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo, segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

Colaboradora

Cleane Medeiros

EM DEFESA DA VIDA NO PLANETA TERRA

Mudanças climáticas e aquecimento global. Essas são as duas colunas que sustentam o debate sobre a "vida no planeta", proposto pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) às comunidades católicas e à sociedade brasileira, por meio da Campanha da Fraternidade, que começa hoje, na Quarta-Feira de Cinzas.

Sob esse prisma, todos são convidados a estender seu olhar sobre o planeta Terra e contemplar, para além de sua riqueza e de sua beleza, as ameaças que pairam sobre a vida nele existente sob as mais variadas formas, bem como as causas e os responsáveis pelo iminente risco de sua destruição.

Ao apresentar esse tema, a Igreja tem consciência da complexidade que o envolve e que, por isso mesmo, sob vários aspectos ainda exige aprofundamentos e debates.

Um fato, no entanto, é incontestável: seja por causas naturais, seja por ação humana, o planeta Terra sofre profundas alterações e vê, como consequência, recair sobre si ameaças nunca antes imagináveis.

É fundamental que todos tomem consciência disso e de sua própria responsabilidade em defesa da vida, em suas variadas manifestações, e da criação como um todo.

O desenvolvimento a todo custo está, certamente, por trás de muitas ações fatais para o ecossistema.

A Igreja não se opõe ao desenvolvimento, desde que respeite a natureza e possibilite a inclusão social também para os pobres e excluídos.

Já o papa Bento 16, ao falar na 5ª Conferência Geral dos Bispos da América Latina e Caribe, reunidos em Aparecida, em 2007, lembrava que a subordinação da preservação da natureza ao desenvolvimento econômico provoca "danos à biodiversidade, com esgotamento das reservas de água e de outros recursos naturais, com a contaminação do ar e a mudança climática".

Nesse sentido, como não nos impressionar, por exemplo, com as estatísticas que apontam o desmatamento e as queimadas como causa de 50% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil?

Nesse processo agressivo, os pobres são os mais vulneráveis. Por não terem outras opções de retirar da terra o próprio sustento, acabam se transferindo em massa para os grandes centros urbanos.

As hidrelétricas, especialmente as que estão previstas para a Amazônia, também devem fazer parte de nossas reflexões e preocupações. A necessidade de energia não pode justificar projetos que ignoram o meio ambiente, desalojam povos inteiros, matam culturas.

Aqui, vale o alerta do texto-base da Campanha: "A Amazônia, tão valiosa para o país e para a humanidade, parece ser vista como um vazio demográfico e improdutivo que, ao menos, deve produzir energia, mesmo a despeito do alto custo para sua biodiversidade".

Se quisermos salvar nosso planeta, precisamos nos lembrar de que "a sustentabilidade passa necessariamente por uma mudança de hábitos nos padrões de consumo, especialmente dos que gastam em demasia". Isso requer uma conversão do coração, apelo permanente da Quaresma, tempo em que é vivida de maneira mais forte a Campanha da Fraternidade.

Envoltos pela espiritualidade quaresmal, somos convidados a voltar o olhar para o ato criador. Ao contemplar sua obra, Deus viu que tudo "era muito bom" (cf. Gn 1,31) e confiou a nós, seus filhos e filhas, o cuidado de todas as criaturas.

A Campanha da Fraternidade deste ano vem para nos lembrar desse dom e tarefa e nos alerta: "Nossa mãe Terra, Senhor, geme de dor noite e dia. Será de parto essa dor ou simplesmente agonia? Vai depender só de nós!".

Texto:

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro - RJ

Colaboradora
Cleane Medeiros